24 de abril de 2009

Livros


Este post tem um dia de atraso, devia ter sido colocado ontem que foi o Dia Mundial do Livro. Mas como para mim todos os dias são dias de livros, acabei por me esquecer de escrever este post.
Gostava de partilhar este livro "LIVROS DE MAIS", que me foi-me oferecido como sendo de "leitura obrigatória", e que tenho andado a devorar. Um livro sobre livros, leitura, a imensidão de livros que se publicam diariamente, o acto de ler e tudo o que está implícito nesse acto.

Há várias passagens neste livro que destaco:
"Quem lê nunca deixa de ler. Quem nunca leu não sabe o que perde. Hoje sabemos que a leitura frequente é o melhor instrumento para o domínio da linguagem e o que vem com ele: a riqueza do léxico, a facilidade de expressão, o poder de argumentação, a liberdade de pensamento, a capacidade de (se) explicar e de compreender. A inteligência, a cultura e a capacidade de conviver são, antes de mais, discursivas – linguísticas. E, como disse Ludwig Wittgenstein, Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo."

"As pessoas que querem ser cultas vão com temor às livrarias, atordoam-se ante a imensidade de tudo o que não leram, compram algo que lhes recomendaram, fazem tenção de lê-lo, sem sucesso; e, quando já têm uma dúzia de livros não-lidos, sentem-se tão mal que não se atrevem a comprar outros.
Pelo contrário, as pessoas verdadeiramente cultas são capazes de ter em casa milhares de livros que não leram, sem perderem a compostura nem deixarem de continuar a comprar mais.
Toda a biblioteca pessoal é um projecto de leitura [...]"

"Que diabo importa sermos cultos, estarmos a par ou termos lido todos os livros? O que importa é como nos sentimos, como olhamos, como agimos depois de ler. Se as ruas e as nuvens e a existência dos outros têm algo a dizer-nos. Se ler nos torna, fisicamente, mais vivos."

"Uma conversação inteligente como a de Sócrates com Fedro, que se encontram na rua, se põem a falar de um engenhoso escrito de Lísias sobre o amor e vão caminhando até aos arredores de Atenas, só é possível num mundo subdesenvolvido, com baixa produtividade e tempo para o ócio. No mundo moderno, em que cada um se desloca de automóvel para os seus afazeres com o tempo à justa para chegar, Sócrates e Fedro não se encontrariam. E, no remoto caso de se cruzarem, seria difícil descobrirem lugar para se deterem (já nem falando de tempo), porque não seria de esperar que, qual par de ociosos irresponsáveis, cancelassem os seus afazeres para se porem a conversar.
Perante a escolha entre termos tempo ou coisas, optámos por ter coisas. Hoje é um luxo ler Sócrates, não por causa do custo dos livros mas sim pelo tempo escasso. Hoje, a conversação inteligente e o ócio contemplativo custam infinitamente mais do que acumular tesouros culturais."

1 comentário:

  1. Que blog barbaro, Tem um pouco de cada coisa quie gosto
    Beijos

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Muito obrigada pela visita ao Paraíso, retribuirei assim que puder.

Até breve!